Em todo segundo domingo de maio é comemorado o DIA
DAS MÃES. Nem mesmo o marketing do comércio que trabalha mais pela arrecadação
de dinheiro, do que propriamente pelas mães, consegue ofuscar o clima do mês de
maio que é criado, por causa da importância da figura da mãe para a família. É
lamentável que nos outros meses do ano a figura angelical da mãe vai se
desfigurando e se transformando na imagem demonizada da sogra.
Primeiramente a mulher é mãe, depois passa a ser sogra
e mais a frente passa a ser avó. É incoerente e incompreensível dissociar mães,
sogras e avós, quando são ou inevitavelmente haverão de ser, a mesma pessoa.
Conforme
pesquisa recente apresentada no programa Fantástico, a cada cinco minutos uma
mulher é espancada no Brasil, e muitos desses casos terminam em morte. Deus
incumbiu os homens de amar e proteger as esposas, quando é constituída uma nova
família pelo casamento, mas em vez disso boa parte deles as aprisionam e delas
se utilizam como objetos descartáveis. Já não é fato incomum os meios de
comunicação divulgarem que enteadas são molestadas sexualmente por padrastos,
meninas estão sendo violentadas por tios pedófilos e até filhas violentadas
pelos próprios pais, com instintos animalescos e demoníacos.
Apesar dos dados alarmantes de nossa sociedade que
está apodrecendo por causa do crescimento da iniquidade, que é a mesma coisa
que pecado, ainda existem homens e até mulheres, o que é incompreensível, que
ainda conseguem se divertir contando ou ouvindo piadas de sogras, geralmente
carregadas de maldade e violência.
Sobre cada um de nós, independentemente de nível
cultural, classe social ou conhecimento religioso, recai uma parte da culpa por
todas as desgraças e até tragédias que estão fazendo estragos na família
pós-moderna. Nossa omissão jamais fica despercebida aos olhos de Deus, que
cobrará de nós uma atitude.
Culpar as sogras por todos os males que assolam as
famílias é uma grande mentira criada pelo próprio pai da mentira, para nos
desviar da real causa, que é o pecado do homem contra Deus e a rebeldia contra
Seus princípios estabelecidos para a família, registrados na Sua Palavra.
O sucesso ou insucesso de uma família está muito
ligado a uma ordem de Deus ao homem:
“ ... Por isso, deixa o homem pai e mãe e
se une à sua mulher ...” (Gênesis 2.24)
Muitos homens quando se casam , não se assumem como
tal, pois não cortam o cordão umbilical da mãe. Se um homem não tomar uma firme
posição ao casar-se ele jamais conseguirá formar uma nova família. Sua família
será confusa, desprovida de autoridade e sem identidade própria. Isso resulta
em crises entre nora e sogra, que ficam como que competindo pelo mesmo homem... e o homem fica
indiferente, curtindo de bom moço, enquanto o circo pega fogo em sua própria
casa.
Nossa sociedade tem sido injusta e, de certa forma,
indiferente ao sofrimento de grande parte das mulheres. Os homens têm quebrado
o principio bíblico de amar as esposas
da mesma forma como Jesus amou a sua igreja e de estar pronto para dar até a
vida por elas, se for necessário, como Jesus fez pela igreja.
As
mães criam os filhos, se doam por eles, e os educam com todo carinho. Mas
depois que um jovem ou uma jovem, que, voluntariamente, aceita entrar para a
sua parentela, através do casamento com seu filho ou sua filha, ela torna-se
praticamente um objeto descartável, só voltando a ser útil quando fica tomando
conta do neném, enquanto esses jovens
pais ficam livres para curtir um passeio num fim de semana; nesse caso a
inconveniente sogra, como que num passe de mágica, passa a ser uma dócil avó.
Vivemos dias em que as separações estão acontecendo
com mais frequência. Nesses casos raramente os filhos ficam com o pai, por isso
é crescente o número de famílias chefiadas por mulheres, que geralmente lutam
até as suas forças se esgotarem mas não abandonam seus filhos.
Minha sogra, D. Elza, é um exemplo entre muitas
outras mulheres admiráveis que têm contribuído para um sociedade mais humana,
por ter criado sozinha sete filhas e três filhos. Por milagre de Deus, minha
sogra não se consumiu, sendo hoje admirada, respeitada e querida pelos genros,
noras, filhos e netos.
Deus abençoe você, mãe! Deus abençoe você, sogra!
Deus abençoe você, avó! Sem o árduo e valoroso trabalho de vocês nossas
famílias não existiriam e nenhum de nós estaria aqui para comemorar mais esse
DIA DAS MÃES que dá um colorido singular ao mês de maio, que é por isso
considerado o mês da família.
13/05/2012
Natalino Barboza
Borges